THE ALL SEEING EYE – 9.
GLORY HOLE
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Fotogramas do filme «Der Golem, wie er in die Welt kam», Carl Boese & Paul Wegener, 1920
PATROCÍNIO DE *SPUNK MY BUTT – DARK PALTALK*

_.A ouvir Franz Schubert, «Ellens Gesang III».
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O amor é um buraco – quão fundo pode a alma descer, entre escombros e espectros. As meninas que beijam o seu reflexo em espelhos incendiados, as mães de meias altas e fantasias baixas, as máquinas que atravessam a cidade em uivos lancinantes, dia e noite, os saldos de carne, as multidões de zombies e as montras com fotografias de paraísos, águas azuis, areias brancas, silêncio cantado e astros puros.
O amor é um buraco e o desejo é o seu coveiro – quão fundo pode tapar, entre mentiras e espectros? O negrume a subir até aos tectos, os corpos a entupir as ruas, as línguas húmidas que são serpentes de suor a virar páginas de livros, tudo com um véu escuro, tudo com um segredo sujo escondido na noite, a pintura das casas a lavar o sangue e a merda e os pobres, larvas estendidas nos passeios a implorar pão, vingança e sexo.
O amor é um buraco e o menino de cristal sentou-se dentro como se fosse um útero, vendado, de mãos atadas e um punhal nos dentes.
O amor é um buraco e o desejo é o seu coveiro – quão fundo pode tapar, entre mentiras e espectros? O negrume a subir até aos tectos, os corpos a entupir as ruas, as línguas húmidas que são serpentes de suor a virar páginas de livros, tudo com um véu escuro, tudo com um segredo sujo escondido na noite, a pintura das casas a lavar o sangue e a merda e os pobres, larvas estendidas nos passeios a implorar pão, vingança e sexo.
O amor é um buraco e o menino de cristal sentou-se dentro como se fosse um útero, vendado, de mãos atadas e um punhal nos dentes.
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Fotogramas do filme «Der Golem, wie er in die Welt kam», Carl Boese & Paul Wegener, 1920
PATROCÍNIO DE *SPUNK MY BUTT – DARK PALTALK*
_.A ouvir Franz Schubert, «Ellens Gesang III».
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43 Comments:
Clip de música aqui - http://download.yousendit.com/29C4807417182EFC - Franz Schubert, «Ellens Gesang III»
- The Walter Scott Songs, op. 52 no. 4, D. 839
(banalizado como «Ave Maria»).
Ave Maria! Jungfrau mild,
Erhöre einer Jungfrau Flehen,
Aus diesem Felsen starr und wild
Soll mein Gebet zu dir hinwehen.
Wir schlafen sicher bis zum Morgen,
Ob Menschen noch so grausam sind.
O Jungfrau, sieh der Jungfrau Sorgen,
O Mutter, hör ein bittend Kind!
Ave Maria!
Ave Maria! Unbefleckt!
Wenn wir auf diesen Fels hinsinken
Zum Schlaf, und uns dein Schutz bedeckt
Wird weich der harte Fels uns dünken.
Du lächelst, Rosendüfte wehen
In dieser dumpfen Felsenkluft,
O Mutter, höre Kindes Flehen,
O Jungfrau, eine Jungfrau ruft!
Ave Maria!
Ave Maria! Reine Magd!
Der Erde und der Luft Dämonen,
Von deines Auges Huld verjagt,
Sie können hier nicht bei uns wohnen,
Wir woll'n uns still dem Schicksal beugen,
Da uns dein heil'ger Trost anweht;
Der Jungfrau wolle hold dich neigen,
Dem Kind, das für den Vater fleht.
Ave Maria!
Letra (tradução): Adam Storck (1780-1822)
Música (1825): Franz Peter Schubert (1797-1828)
ELLEN'S SONG
Ave, Maria! Maiden mild!
Oh listen to a maiden's prayer;
For thou canst hear tho' from the wild,
And Thou canst save amid despair.
Safe may we sleep beneath thy care
Tho' banish'd outcast and reviled,
Oh, Maiden hear a maidens prayer.
Oh Mother, hear a suppliant child!
Ave Maria!
Ave, Maria! Undefiled!
The flinty couch we now must share,
Shall seem with down of eider piled
If Thy, if Thy protection hover there.
The murky cavern's heavy air
Shall breath of Balm if thou hast smiled;
Then, Maiden hear a maiden's prayer.
Oh Mother, hear a suppliant child!
Ave Maria!
Ave, Maria! Stainless-styled!
Foul demons of the earth and air,
From this their wonted haunt exiled,
Shall flee, shall flee before thy presence fair.
We bow us to our lot of care
Beneath Thy guidance reconciled,
Hear for a maid a maiden's prayer;
And for a father bear a child!
Ave Maria!
Poema original: Sir Walter Scott (1771-1832)
A verdade é parcial porque é humana, não há uma matemática dos sentimentos mas há pensamentos a que damos maior importância porque nos esbofeteiam. És bom nisso. Calas-te e escreves mas quem não tem o teu talento também tem sentimentos. Somos todos a merda que o Inferno amassa e depois há quem se lave na dor como tu.
A tua maior crueldade não é criticar os defeitos dos outros, é criticar a fraqueza da sua bondade e do seu amor, mas olha somos apenas humanos como um vómito.
Beijo.
Não posso ouvir isso.
Tenho guardado estes textos para ler na sequência. O registo é um meio termo entre o Klatuu e o Lord, não é a tua máscara social nem o teu interior, é o sorriso de sacana à mesa do café, quando não dizes nada e desvias a conversa e ficas com aquele olhar como se tudo fosse lixo à tua volta! O conteúdo latente é tremendo. Acho que a travessia do inferno é o mito que estrutura a tua escrita, pena ser também o teu.
Mas numa coisa tens toda a razão, as mulheres escusavam de disfarçar a solidão com a vaidade e estratégias de Mata Hari no bordel.
Os domingos são uma merda!
Beijo.
Valha-nos a Virgem Manuela!! - o que práqui vai! :)=
P. S. Vou comer um peixinho grelhado e já volto...
Já neva à volta de Madrid? Parece... ;)
P. P. S. Antes de me suicidar aí por algum bar contra duas góticas gorduchas... vou deixar em testamento que só tu podes escrever a minha biografia oficial! :)=
"O amor é um buraco e o desejo é o seu coveiro..."
Li e fiquei a pensar...
O que é o amor? O que é amar?
Nem todos interpretamos da mesma forma estas palavras, de certeza.
É quase como tentar responder à pergunta "O que é viver?" que aqui se colocou um dia destes.
Se o desejo levar ao "amor", óptimo; se não levar, óptimo também.
Desde que não existam amarras e o amor não se transforme num caixão, nada contra...pelo contrário:)
Saldos de carne acho um pavor!
Beijo*
um buraco inesgotável! quanto mais fundo se cava... mais o Desejo impera!
No Hades tudo tem um preço, fofo. Podes começar a fazer musculação à língua.
O céu tem estado limpo, com temperaturas amenas durante o dia, a descer para zero graus à noite e os madrilenos continuam iguais a si mesmos, cultos, bêbedos e machistas.
não, não quero simplesmente acreditar nisso, porque para mim isso não é o amor no sentido verdadeiro da palavra. acredito sim que o amor nos pode levar ao abismo, mas não que ele seja o abismo!!!
dark kiss
Caríssima, Dark Angel... o Céu tem duas funduras, para cima e para baixo, duas que são uma: como o amor. Como o Inferno.
Dark kiss.
O amor é um sentimento deveras nefasto... e normalmente os meninos entram nele de olhos vendados e mãos atadas sem imaginar onde se meteram e sem meios de lhe escapar... Quando conseguem sair já não são meninos e aprendem à força a temê-lo!
Mas enfim... a vida é f.....! Há que viver com isso...
Abraço
JAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJAJA!!!
Sua usurária! :)=
Dark kiss, Shezinha... quando a menina anda «desbocada», não há língua que a «derrote»! :)
P. S. Quanto ao mais... ganha um automóvel 4 estações em todas as respostas - excepto: somos todos amassados pelo Inferno, é aqui, mas há quem tome banho e, eu sei que sou 1/4 padre do deserto, há quem se mantenha intocado pelo esterco que suja a alma; para as outras sujidades, o banho basta, mas é imperiosa a vontade de limpeza!
Amigo, Herético... o desejo tem algumas qualidades da fruta podre: quando pensamos que vai fenecer, transforma-se no supermercado das lombrigas! ;)
Abraço!
O Assis Pacheco afirmou que era uma modalidade olímpica... ;)
Mas são questões difíceis, principalmente, porque temos dificuldade em separá-las: sem a vida, o amor seria tão entediante como as horas de prisão de ventre no bacio, mas a vida sem o amor seria como o relicário pélvico de um esqueleto de monja! :)
Não obstante, ambos tolero - o desejo é que me irrita solenemente, sinto-me sempre um bife cru, exposto na bancada do talho, ante a gula carnal avaliadora.
Dark kiss, amiga Andorinha.
P. S. Não ligues, tenho um problema fisiológico tramado: só destilo o conhaque no cérebro! :)=
Que o amor nos fode... até o La Palisse o sabia! :)
O doido do Goethe afirmou que: «O próximo afasta-se.», decerto a pensar na geometria triangular da fêmea - poderíamos dizer com ele que o «nefasto aproxima-se»... e de quão belos tecidos da carne se veste!
Mas, claro, a lei maior de toda a Iniciação é que lhe sobrevivamos! Até o mais humilde dos homens, se tiver nobreza de alma, reconhece o seu rosto no Espelho dos Reis!
Abraço, Lux Caldron.
Viva El Rey!
Viva Portugal!
"pretenciosos" parece-me um tanto espanholado...eheheh (deve ser de andar ler nuestros hermanos...):D
Entretanto, vou ali amandar abaixo mais um prego...
Amiga, não entendi ao que te estás a referir.
Ahhh e é um desejo ardente, necessario e cansativo. Continuo a concordar e admirar suas palavras. ;)
Estou a adorar o nosso diálogo no "Nova Águia" ...
Uma modalidade olímpica?!!!
Qual? Lançamento do dardo, uma corrida de 100 metros, a maratona?
Se virmos bem, pode ser qualquer uma:)
Tu tens, realmente, uma imaginação prodigiosa. Só tu para fazeres esse tipo de comparações:)))) Loool
Vamos agora ao desejo.
Ah, ah, apanhei-te:)
Isso é uma visão unilateral da coisa.
E quando és tu que és o sujeito e não objecto de desejo?
A gula carnal é uma gula como qualquer outra e não precisamos de nos sentir num talho.
Disso também não gosto, claro.
Diz o Lux que: "O amor é um sentimento deveras nefasto..."
Eu não vos entendo, gajos:)
As consequências poderão ser, agora o amor em si?....
E aquilo a que muitas pessoas chamam amor muitas vezes não é. Chamem-lhe necessidade doentia do outro, sentimento se posse, dependência emocional descontrolada, necessidade de status, sei lá...tantas merdas que aparecem associadas indevidamente à palavra "amor".
O "amor" não tem culpa disso:)
Beijo*
Caro amigo, hoje não estou virado para os buracos do amor ou o amor aos buracos, porém, também eu, depois de algumas desilusões assim pensei, mas hoje, como digo, nada diria com a elegância e requinte que os teus posts merecem.
Li a história anterior, o “ Planeta Porto”, mas que bela história aquela, e a mim, que sou contra a regimentação da vida individual e os chupapiças pouco fiáveis dos apóstolos das proibições, deu-me imenso gozo lê-la.
Um abraço
PS: Creio já saber a resposta à pergunta que te fiz.
de que falas quando falas de amor? (que me perdoe o Raymond Carver por usurpar o seu título)
Raio de palavra que quer dizer tanta coisa e que tantas vezes é dita sem querer dizer nada.
O amor pode ser um buraco, sim...
Beijo*
Diz-me lá, este post, veio daquele nosso email, ou melhor daqueles nossos emails, em espcial os ultimos...É disso que temos falado hahahha...
Gostei do texto.
Dark Kiss
O amor é como tudo o resto... uma ideia vinda directamente da cultura e do dicionário...
Cada um dá-lhe o sentido que quer. :p
Este parece-me que é o lado mais fétido e abundante da palavra "amor", longe de ideias sublimes, a realidade de cobre e descobre pelas vielas e ruas, pelas praças e quartos...
Mas nem tudo é assim...
A vida é tantas vezes um inferno sim, mas não necessáriamente o inferno...
Eu cultivo ideias sublimes por estes tempos... O amor é uma delas... já provei esse sabor amargo por ti vertido, mais vezes que o necessário para o compreender...
Mas amor também é aquilo que duas (ou mais) almas e corpos querem... não?
No fundo é um acordo de principios... e como qualquer um pode ser o queremos. :p
Abraços e beijinhos malta
e continua a escrever assim Klatuu :)
I don't know quite what to think of your site yet, partly because of the language barrier, partly because it's just sssssoooooo dark, lurid, and I'm not sure exactly why just yet... but I keep coming back...heh, heh...
;-)
Buenas, amigo...! Um bom dois mil e oito p'ra ti aqui deste lda do mar!
Continuas perturbador como sempre... sim, o amor pode ser um abismo de nada mais que perdição... p'ros que buscam apenas amparo, satisfação ou consolo... mas sabemos que isto não é na verdade Amor...
...e continuas também com uma letra miúda de perturbar a vista! Mas uma lembrança formidável, destes filmes do Paul Wegener, Der Golem... bueno, tudo que sei deles são justamente a lembrança de algumas imagens, nunca os assisti, e realmente vim a saber de mais detalhes destes trabalhos justamente vasculhando agora a Internet... sabes de algum lugar p'ra baixá-los, por acausum, hehehe...?
Grande abraço, maluco! Fica na boa!
Se o amor tem variações, por certo que o seu texto é preciso em descrever uma delas, prezado amigo. É o sexto rio do inferno de Dante. A propósito, nessa obra - dividida em cantos, o inferno tem um a mais do que o céu. Talvez esteja certo. Por outro lado, se não estiver, quem se importa? Como diz vocês aí na terrinha, está um texto gótico giro. É ler, e ir jogar Resident Evil no PS2.
Abraços!
Feres, tu...
Ou talvez não sejas tu mas a realidade que nos rodeia...
Dark kiss*
Cru. exactamente como se quer.
acho q vais voltar a levar comigo! :p
Repolhito lindo! JAJAJAJAJAJA!!! Agora és um monstrinho azul?
Quando ficar psicótico de todo, vou apertar-te o papo e empalhar-te - e depois ponho-te em cima da estante onde guardo aqueles livros que me tornaram maluco! :)=
Beijocas.
o q vale é q sei q voce me adora.
Pois! Sou um bocado falhado como «Jack the Ripper»... não consigo limpar o sebo a meninas pequeninas! JAJAJAJAJAJAJA!!!
Já senti algo parecido com o que escreves várias vezes, mas tenho uma paixão pelo abismo e volto a correr para o buraco assim que acabo de lamber as feridas do último tombo, ou então tenho essa ilusão e a única coisa que faço é enterrar-me mais.
O amor é a essência da vida... quem não o conhece como algo maravilhoso é porque ainda não conseguiu atingir a essência da vida...ou nunca teve um amor verdadeiro e correspondido...ou... sei lá...
Beijocas grandes
RESPIRA A LEVEZA QUE VIVE EM TI...
SOLTA TODA A BELEZA DO TEU OLHAR...
SOLTA TODA A BRANCURA DA TUA TERNURA...
SOlTA NA ÁGUA PURA DO MAR...
Um abraço.
Às vezes sou muito estúpida. Desculpa.
A Blood já me ligou, ainda vamos almoçar. Fico mesmo triste de não teres vindo, não te custava nada, ela ia buscar-te, era muito mais divertido se estivessemos os três. Ela também ficou com pena e estava a ser honesta. Nós gostamos de ti.
Eu gosto de ti quando és má... :)=
Dark kiss.
P. S. Não me «martirizes», que eu agora mamava una tortilla e 1/2 litro de Guinness!
Não ando bem, a sério.
Dá beijinhos à Blood... divirtam-se... :)
P. P. S. Não me faças chamar parvo a mim mesmo.
Podias "mamar" o que quisesses. Não te digo para não seres parvo porque sei que não és mas irrita-me e fico triste de seres cruel contigo. Todos fazemos merda, não tens que viver num poço. Vive, porque de semana é só anjinhos chorões e arrependidos mas chega o fim de semana e toda a gente fode!
Devias ter vindo. Meia alegria é tristeza. A Blood notou logo.
Beijo.
Eu sou um pobre poeta gótico desgraçadito, que morre de vontade à beira da água... E eu que adoro as vossas açordas! JAJAJAJAJA!!!
Dark kisses, etc.
P. S. A sério, não me apetece entrar nesse tema... e gosto de mim por não ser «toda a gente».
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