OS MONÁRQUICOS PORTUGUESES HOJE CELEBRAM O 368º ANIVERSÁRIO DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL
MENSAGEM DE S. A. R. DOM DUARTE DE BRAGANÇA, DE 1 DE DEZEMBRO DE 2008
Portugueses:
No 1º de Dezembro de 1640, os nossos antepassados devolveram Portugal aos Portugueses. Souberam responder à crise do seu tempo, lutando pela nossa independência. Hoje, olhamos para o nosso país, e vemos que se acentua a dependência externa e a obediência a directivas quantas vezes alheias à nossa própria vontade.
Anunciam-se dias difíceis. Parece evidente que 2009 será pior que os já duros anos recentes, particularmente para os mais desfavorecidos. É nos momentos de provação que se testa a alma de um povo. Para enfrentar a crise e manter a coesão social devemos invocar os valores espirituais da nossa cultura e vivermos em coerência com a nossa identidade e tradição. O reforço dos laços familiares, o sentido de comunidade e de povo são atitudes urgentes e decisivas em alturas como esta.
Enfrentámos muitos problemas terríveis ao longo da nossa História, que o nosso ânimo conseguiu ultrapassar. E daqui apelo aos instintos de iniciativa e solidariedade, de generosidade e de engenho.
É preciso ampliar a visão, ensaiar ousadia, e confiar a nós mesmos a garantia de desenvolvimento sustentado.
Vivemos uma ocasião propícia para rever as nossas prioridades. Devemos aprender a viver melhor consumindo menos, poupando os recursos limitados do nosso planeta. Para isso é importante apoiar a acção pedagógica de cientistas e organizações ambientalistas. Somos o país europeu com a menor percentagem de filiados nestes movimentos, que mereciam mais representação parlamentar.
A hora é de investir no povo português. As grandes opções para o nosso desenvolvimento têm agora uma oportunidade única para alterarem o rumo. Em vez de se deixar bloquear por falta de critérios técnicos ou por pressões de interesses, o Estado, o sector privado e as associações devem dar as mãos para ultrapassarmos as dificuldades. Queremos medidas mais justas e mais equitativas, e não apenas declarações que chegam tantas vezes tarde demais…
Como disse, a hora é de investir no povo português. É o que têm feito as famílias portuguesas que, com muito sacrifício, apostam na educação dos seus filhos. A qualificação dos jovens é indispensável e os movimentos de professores e de pais clamam por melhor Escola, em programas de ensino adequados, e pela dignificação e respeito pela missão dos professores.
A hora é de investir na terra portuguesa. É o que têm feito os agricultores que se recusam a abandonar a terra, contrariando as directivas desencontradas e a concorrência desleal por parte de outros países onde são muito mais apoiados. Portugal não precisa apenas de uma política de comércio livre; precisa sobretudo de uma política de comércio inteligente e justo.
Os nossos agricultores sabem produzir. Falta que saibam melhor associar-se e cooperar para distribuir os seus produtos directamente aos consumidores. Nos últimos dez anos perdemos 180 mil hectares de boas terras agrícolas comprometendo gravemente a nossa capacidade de produção de alimentos, acentuando a nossa vulnerabilidade. Ainda recentemente experimentamos os perigos que daí podem advir.
A hora é de investir no território português apoiando empresas inovadoras que recorram a energias alternativas.
Simultaneamente devemos combater os desperdícios energéticos e dar prioridade a transportes ferroviários e marítimos, como alternativas competitivas. A capacidade de auto-sustentação no plano energético é cada vez mais necessária. Por exemplo, modernizando as barragens hidroeléctricas já existentes, aumentaríamos a produção de energia em 20%.
O Estado deve promover e praticar uma política de gestão rigorosa dos seus recursos de modo a promover a nossa competitividade; deve ter um orçamento equilibrado para poder baixar os impostos de modo selectivo.
O Estado deve desistir das obras faraónicas, aumentar a produtividade da função pública, encorajar os investimentos privados que produzam riqueza, preferindo sempre bens e serviços produzidos em Portugal. Por exemplo, o facto dos fundos da Segurança Social não serem investidos exclusivamente em empresas portuguesas, contribui para a descapitalização nacional e para o desemprego.
Apelo aos partidos políticos para que não se deixem tornar em meros mecanismos de conquista do poder; que se lembrem que têm um papel decisivo nos debates sobre as doutrinas e as práticas políticas. Mas para isso, devem ser uma escola da cidadania, dialogando com as organizações não governamentais.
Este sentimento geral de que a democracia deve ser melhorada entre nós, levou-me a apoiar o recém-criado Instituto da Democracia Portuguesa, que tem já desenvolvido múltiplas e úteis actividades em várias regiões do país, em colaboração com diversas organizações e com as autarquias locais.
Em 1975 recuperámos as liberdades de expressão e de participação política que já existiam antes da revolução de 1910. Mas cada vez mais ouço especialistas e pessoas de bom senso a dizer: Portugal atrasou-se no séc. XX porque prescindiu do poder moderador do seu Rei, ao contrário de Espanha, Inglaterra e Bélgica, e outros países europeus, que prosseguiram na vanguarda do desenvolvimento.
Tenho percorrido o país de lés a lés. Sou sempre cordialmente acolhido pelos autarcas e pelas populações às quais agradeço o carinho que me dispensam. Nessas ocasiões, apercebo-me da grandeza do nosso património cultural, erudito e popular. Basta apreciar as nossas tradições culturais para me dar conta de como se formou a gente portuguesa, nas várias regiões em que se expressa a alma nacional. É este «produto interno bruto» que mantém em alta a bolsa de valores humanos em que nós devemos investir.
Quero aqui lembrar as numerosas homenagens a D. Carlos promovidas por várias Câmaras Municipais, com destaque para a ocasião em que o Chefe do Estado inaugurou a magnífica estátua erigida em Cascais.
Durante todo este ano tiveram lugar inúmeros eventos de carácter cultural em homenagem ao Rei e ao Príncipe Dom Luís Filipe, organizados pela Comissão D. Carlos 100 Anos, integrada na Fundação D. Manuel II. Salientou-se o congresso «Os Mares da Lusofonia» que reuniu representantes de todos os países que falam português. Pelo interesse suscitado, foi lançado o desafio de a realizar cada dois anos, em países diferentes.
Continuei este ano a colaborar com vários dos países nossos irmãos, especialmente a Guiné-Bissau, Angola e Timor, mediante programas de desenvolvimento rural e protecção ambiental.
Aproveito para saudar o Primeiro Ministro Xanana Gusmão, actualmente de visita a Portugal, como líder que soube conduzir o heróico Povo timorense na luta pela liberdade e agora o serve com seriedade e competência no caminho do progresso material e espiritual.
Saúdo o alargamento da CPLP esperando que em breve, Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua «fala», que está na origem do português moderno.
Tive a alegria de levar a minha Família ao país de minha Mãe, trineta do primeiro Imperador, Dom Pedro, para participar nas celebrações dos 200 anos da transferência do Governo e do Rei para o Brasil. Finalmente foi feita justiça ao tão caluniado D. João VI!
A crescente importância económica e política do Brasil no Mundo é um motivo de orgulho e de oportunidade histórica para Portugal. Felicito os nossos governantes por a saberem aproveitar.
Deixo para o fim a instituição militar que, desde a fundação de Portugal tem estado intimamente ligada ao nosso percurso colectivo. Hoje, defendendo Portugal «lá fora», tem contribuído de forma impar para o prestígio e afirmação nacionais e para a paz e a segurança da população portuguesa e das regiões em que tem operado.
A canonização, em 2009, de D. Nuno Álvares Pereira, patrono das Forças Armadas, será uma providencial ocasião para aprendermos com os seus exemplos de valentia e caridade, inteligência militar e política, e defesa intransigente da nossa liberdade e independência. Saibamos aproveitar essa oportunidade!
Do fundo da história vem uma certeza que os monges de Alcobaça redigiram numa das mais belas frases da monarquia portuguesa: «O rei é livre e nós somos livres!».
Neste convento do Beato, situado na Lisboa Oriental onde se começou a conspirar para o 1º de Dezembro, deixai-me hoje proclamar: «Eu sou livre e vós sois livres!». «Eu sou livre» e «Vós sois livres» porque ser monárquico é também defender Portugal acima de todos os interesses. Juntos poderemos renovar a democracia portuguesa pela Instituição Real que só poderá vigorar por vontade do povo, com o povo e enquanto o povo o entender.
A minha Mulher, eu, e os nossos filhos Afonso, Maria Francisca e Dinis, a isso nos comprometemos porque Portugal pode, Portugal deve, e Portugal quer continuar democrático e independente!
Todos os que pensarem que o sonho dos fundadores e dos restauradores ainda está vivo, venham ter connosco; e se alguém questionar este crescente sentir do poder do povo, a resposta é hoje, como o foi no primeiro 1º de Dezembro: «O rei é livre e nós somos livres!».
Convento do Beato, 30 de Dezembro de 2008
No 1º de Dezembro de 1640, os nossos antepassados devolveram Portugal aos Portugueses. Souberam responder à crise do seu tempo, lutando pela nossa independência. Hoje, olhamos para o nosso país, e vemos que se acentua a dependência externa e a obediência a directivas quantas vezes alheias à nossa própria vontade.
Anunciam-se dias difíceis. Parece evidente que 2009 será pior que os já duros anos recentes, particularmente para os mais desfavorecidos. É nos momentos de provação que se testa a alma de um povo. Para enfrentar a crise e manter a coesão social devemos invocar os valores espirituais da nossa cultura e vivermos em coerência com a nossa identidade e tradição. O reforço dos laços familiares, o sentido de comunidade e de povo são atitudes urgentes e decisivas em alturas como esta.
Enfrentámos muitos problemas terríveis ao longo da nossa História, que o nosso ânimo conseguiu ultrapassar. E daqui apelo aos instintos de iniciativa e solidariedade, de generosidade e de engenho.
É preciso ampliar a visão, ensaiar ousadia, e confiar a nós mesmos a garantia de desenvolvimento sustentado.
Vivemos uma ocasião propícia para rever as nossas prioridades. Devemos aprender a viver melhor consumindo menos, poupando os recursos limitados do nosso planeta. Para isso é importante apoiar a acção pedagógica de cientistas e organizações ambientalistas. Somos o país europeu com a menor percentagem de filiados nestes movimentos, que mereciam mais representação parlamentar.
A hora é de investir no povo português. As grandes opções para o nosso desenvolvimento têm agora uma oportunidade única para alterarem o rumo. Em vez de se deixar bloquear por falta de critérios técnicos ou por pressões de interesses, o Estado, o sector privado e as associações devem dar as mãos para ultrapassarmos as dificuldades. Queremos medidas mais justas e mais equitativas, e não apenas declarações que chegam tantas vezes tarde demais…
Como disse, a hora é de investir no povo português. É o que têm feito as famílias portuguesas que, com muito sacrifício, apostam na educação dos seus filhos. A qualificação dos jovens é indispensável e os movimentos de professores e de pais clamam por melhor Escola, em programas de ensino adequados, e pela dignificação e respeito pela missão dos professores.
A hora é de investir na terra portuguesa. É o que têm feito os agricultores que se recusam a abandonar a terra, contrariando as directivas desencontradas e a concorrência desleal por parte de outros países onde são muito mais apoiados. Portugal não precisa apenas de uma política de comércio livre; precisa sobretudo de uma política de comércio inteligente e justo.
Os nossos agricultores sabem produzir. Falta que saibam melhor associar-se e cooperar para distribuir os seus produtos directamente aos consumidores. Nos últimos dez anos perdemos 180 mil hectares de boas terras agrícolas comprometendo gravemente a nossa capacidade de produção de alimentos, acentuando a nossa vulnerabilidade. Ainda recentemente experimentamos os perigos que daí podem advir.
A hora é de investir no território português apoiando empresas inovadoras que recorram a energias alternativas.
Simultaneamente devemos combater os desperdícios energéticos e dar prioridade a transportes ferroviários e marítimos, como alternativas competitivas. A capacidade de auto-sustentação no plano energético é cada vez mais necessária. Por exemplo, modernizando as barragens hidroeléctricas já existentes, aumentaríamos a produção de energia em 20%.
O Estado deve promover e praticar uma política de gestão rigorosa dos seus recursos de modo a promover a nossa competitividade; deve ter um orçamento equilibrado para poder baixar os impostos de modo selectivo.
O Estado deve desistir das obras faraónicas, aumentar a produtividade da função pública, encorajar os investimentos privados que produzam riqueza, preferindo sempre bens e serviços produzidos em Portugal. Por exemplo, o facto dos fundos da Segurança Social não serem investidos exclusivamente em empresas portuguesas, contribui para a descapitalização nacional e para o desemprego.
Apelo aos partidos políticos para que não se deixem tornar em meros mecanismos de conquista do poder; que se lembrem que têm um papel decisivo nos debates sobre as doutrinas e as práticas políticas. Mas para isso, devem ser uma escola da cidadania, dialogando com as organizações não governamentais.
Este sentimento geral de que a democracia deve ser melhorada entre nós, levou-me a apoiar o recém-criado Instituto da Democracia Portuguesa, que tem já desenvolvido múltiplas e úteis actividades em várias regiões do país, em colaboração com diversas organizações e com as autarquias locais.
Em 1975 recuperámos as liberdades de expressão e de participação política que já existiam antes da revolução de 1910. Mas cada vez mais ouço especialistas e pessoas de bom senso a dizer: Portugal atrasou-se no séc. XX porque prescindiu do poder moderador do seu Rei, ao contrário de Espanha, Inglaterra e Bélgica, e outros países europeus, que prosseguiram na vanguarda do desenvolvimento.
Tenho percorrido o país de lés a lés. Sou sempre cordialmente acolhido pelos autarcas e pelas populações às quais agradeço o carinho que me dispensam. Nessas ocasiões, apercebo-me da grandeza do nosso património cultural, erudito e popular. Basta apreciar as nossas tradições culturais para me dar conta de como se formou a gente portuguesa, nas várias regiões em que se expressa a alma nacional. É este «produto interno bruto» que mantém em alta a bolsa de valores humanos em que nós devemos investir.
Quero aqui lembrar as numerosas homenagens a D. Carlos promovidas por várias Câmaras Municipais, com destaque para a ocasião em que o Chefe do Estado inaugurou a magnífica estátua erigida em Cascais.
Durante todo este ano tiveram lugar inúmeros eventos de carácter cultural em homenagem ao Rei e ao Príncipe Dom Luís Filipe, organizados pela Comissão D. Carlos 100 Anos, integrada na Fundação D. Manuel II. Salientou-se o congresso «Os Mares da Lusofonia» que reuniu representantes de todos os países que falam português. Pelo interesse suscitado, foi lançado o desafio de a realizar cada dois anos, em países diferentes.
Continuei este ano a colaborar com vários dos países nossos irmãos, especialmente a Guiné-Bissau, Angola e Timor, mediante programas de desenvolvimento rural e protecção ambiental.
Aproveito para saudar o Primeiro Ministro Xanana Gusmão, actualmente de visita a Portugal, como líder que soube conduzir o heróico Povo timorense na luta pela liberdade e agora o serve com seriedade e competência no caminho do progresso material e espiritual.
Saúdo o alargamento da CPLP esperando que em breve, Marrocos, o Senegal, as Ilhas Maurícias, a Guiné Equatorial e os nossos irmãos galegos possam fazer parte dessa comunidade. A Galiza procura afirmar a sua identidade cultural através da sua «fala», que está na origem do português moderno.
Tive a alegria de levar a minha Família ao país de minha Mãe, trineta do primeiro Imperador, Dom Pedro, para participar nas celebrações dos 200 anos da transferência do Governo e do Rei para o Brasil. Finalmente foi feita justiça ao tão caluniado D. João VI!
A crescente importância económica e política do Brasil no Mundo é um motivo de orgulho e de oportunidade histórica para Portugal. Felicito os nossos governantes por a saberem aproveitar.
Deixo para o fim a instituição militar que, desde a fundação de Portugal tem estado intimamente ligada ao nosso percurso colectivo. Hoje, defendendo Portugal «lá fora», tem contribuído de forma impar para o prestígio e afirmação nacionais e para a paz e a segurança da população portuguesa e das regiões em que tem operado.
A canonização, em 2009, de D. Nuno Álvares Pereira, patrono das Forças Armadas, será uma providencial ocasião para aprendermos com os seus exemplos de valentia e caridade, inteligência militar e política, e defesa intransigente da nossa liberdade e independência. Saibamos aproveitar essa oportunidade!
Do fundo da história vem uma certeza que os monges de Alcobaça redigiram numa das mais belas frases da monarquia portuguesa: «O rei é livre e nós somos livres!».
Neste convento do Beato, situado na Lisboa Oriental onde se começou a conspirar para o 1º de Dezembro, deixai-me hoje proclamar: «Eu sou livre e vós sois livres!». «Eu sou livre» e «Vós sois livres» porque ser monárquico é também defender Portugal acima de todos os interesses. Juntos poderemos renovar a democracia portuguesa pela Instituição Real que só poderá vigorar por vontade do povo, com o povo e enquanto o povo o entender.
A minha Mulher, eu, e os nossos filhos Afonso, Maria Francisca e Dinis, a isso nos comprometemos porque Portugal pode, Portugal deve, e Portugal quer continuar democrático e independente!
Todos os que pensarem que o sonho dos fundadores e dos restauradores ainda está vivo, venham ter connosco; e se alguém questionar este crescente sentir do poder do povo, a resposta é hoje, como o foi no primeiro 1º de Dezembro: «O rei é livre e nós somos livres!».
Convento do Beato, 30 de Dezembro de 2008
_VIVA O REI!
_VIVA PORTUGAL!



52 Comments:
Vejo-te tão entusiasmado com a Monarquia e acho tão estranho, não no sentido crítico, mas porque a Monarquia não faz parte do passado histórico de meu país. Houve um imperador a frente durante o Brasil Império, mas não um Monarca.
Quanto a passagem de Dom João VI,não sei bem qual foi o papel dele aqui na época do Brasil Colônia. Vi um filme em que este rei foi retratado como um bobão. Se não me engano, o nome do filme é Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil. Filme de Carla Camurati, uma superprodução fantástica. Um filme de humor, é verdade, todavia ,depreende-se algo sobre a época
Não consigo emitir juízo de valor quanto à Monarquia como sistema de governo, não no sentido pejorativo, e sim porque este é um tema distante de nossa realidade. Não se tropeça em Monárquicos por aqui, aliás, eles andam bem à sombra. Só me dou conta da existência deles em comunidades do Orkut. Normalmente são nobres , tugas e/ou seus descendentes que vivem por cá. Porém, amo-te! Está bem assim para ti?
Beijinhos, meu painho lindo.
Diz muita coisa interessante e escreve melhor que muito político.
P. S. Não sei se convertes muitos, mas família não te falta. É linda a filhota.
Não sendo eu Monárquica não teria qualquer pejo em subscrever, no essencial, esta mensagem.
Beijinhos.
Viva o Rei!
Abraço.
Eu gosto de D. Duarte, sempre gostei.
E cada vez há menos discursos políticos tão lúcidos, tão correctos, como estas palavras que acabo de ler.
Se houvesse uma restauração da Monarquia, eu gostava :)
Não sou monárquica activista, não me meto em convívios, nem PPM (deste não gosto mesmo nada!), nem outros que tais. Tenho votado nas presidenciais - escolho (ou tento escolher) o menos pior.... Às vezes não há um menos mau que os outros e não voto.
Em resumo, sou monárquica resignada. Já que vivemos a república, tento não ficar estagnada e sem opinião, vou escolhendo, contornando, revirando os olhos... enfim. Mas sou monárquica, de coração.
Aposto que não sabias ;)
Dark kiss
confesso que sou republicana, principalmente porque acho que os cargos políticos não devem ser desempenhados apenas porque se ganhou legitimidade em termos familiares, no entanto, tendo em conta o que a nossa república nos ofereceu até agora e olhando para países onde a monarquia existe (como os países nórdicos) sinto-me muitas vezes forçada a repensar os meus ideais
beijos
Não sendo Monarca, mas confesso que aprecio o seu estilo de trajes...
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....._.;_“.-._ Doce beijo
ölhår_Îñðîscrëtö...Å ¢µ®¡ö§¡dädë
Bia!!!! A Monarquia não faz parte do teu pais???? Então o Brasil não era português? E o imperador D. Pedro após a Independencia? E os Reis de portugal e do Brasil antes da independencia? E antes dos portugueses? O que era o Brasil? É este o legado cultural que deixamos???
Um dia para celebrar o 1º de dezembro e Portugal...
Qual a tua teoria por "exemplares" tipo Dias Loureiro, Jorge Coelho, e vários outros, que tem participaçoes em empresas, fazem negócios dessas empresas, mas dizem que nada sabem da empresa qunado confrontados com burlas e roubos!!!!
Eu posso estar cometendo um assassinato histórico, mas se não tivemos nenhum rei brasileiro então a Monarquia não é coisa nossa, mas o sistema do colonizador para o colonizado. Um sistema que veio de cima para baixo que não foi escolhido por nosso povo. Nós escolhemos a República.
Não penso na Monarquia como um sistema de governo bom para o meu país, pois além de o Brasileiro não saber votar, quem me garante que um nobre não possa ser um corrupto? Alguém governando enquanto viver? Vitalício é muito tempo! E se o sujeito for um corrupto safado, teremos que nos sujeitar à sua tirania a vida toda? Sou a favor do Parlamentarismo.
Roderick escreveu-me um e-mail muito esclarecedor. Ainda não domino bem o assunto, mas depois de ler bastante por dias e dias e fazer perguntas aos meu professores cheguei a conclusão que não desejo a Monarquia para o meu país.
Bom fim-de-semana para todos!
Qual herança que Portugal nos deixou?
Em primeiro lugar a língua, as formas de linguagem de poesia e prosa. Na poesia temos a a trova ou quadrinha, e na prosa,os lengalengas ou contos acumulativos ,as estórias de trancoso,os mitos da Alamoa,Pisadera,Porca dos Sete Leitões ,Cabra Cabriola,Cuca ou Coca ,
Mula-sem-cabeca(Burrinha-de -Padre ou Burrinha ) e o Lobisomem ,conhecido em toda a Europa .
Na indumentária ,o tamanco de pau,a roupa de couro do vaqueiro e a carocha ,capa de chuva de fibras vegetais ,usada pelo sertanejo goiano e do norte de Minas Gerais.
Na comida, os pratos de porco, a galinha de cabidela e o molho denominado vinho-d’Alho e doces.
Na religião, o catolicismo.
As festas de São João também fazem parte da herança portuguesa ao Brasil.
Os jogos,na modalidade de touradas,e as Cavalhadas de São João e de outros santos,na característica de cortejo a cavalo ,que percorre as ruas da cidade,por vezes promovendo o jogo de argolinhas,os Zé -pereiras,como gigantões, ou mascaras gigantes ou grupos carnavalescos de berraria .
Na dança,a Cana-Verde,Ciranda ,Chamarrita,Pezinho.
No Teatro, com dança e música,na forma de folguedo popular ,o Pastoril;na roda de crianças e adultos,como a da "Machadinha " ,"Viuvinha" ,etc ...
No jogo de cartas ,como o da Bisca .
Na música a maior contribuição e a "viola " ,um dos nossos mais importantes instrumentos musicais.
Esse foi o legado que Portugal nos deixou. Nenhum brasileiro contesta isto, pois para produzir esse texto li meu livro de História.
Continuo não vendo a Monarquia como parte de sistema de governo brasileiro.
O endereço do meu blogue mudou para:
http://oesquadraoantiplagio.blogspot.com
E agora comparem com os discursos do nosso Chefe de Estado...
Seja o Rei livre, seremos livres!
VIVA EL REY!!!
VIVA PORTUGAL!!!
VIVA A MONARQUIA E A LIBERDADE!!!
Mas que família tão catita. Quase parecem reais!
--
A adolescência não é o estado mais interessante, se queres que eu não cresça faz-me ficar sempre com 5 anos :P embora nessa altura tb tenha sido um bocadinho negro. Mas foi o melhor ;)
Beijinho para si.
Que texto lindo... Um exemplar discurso. Um rei protege seu povo...
D. João VI nos deixou um grande legado e de bobo nada tinha, embora assim seja retratado por aqui, pois foi um grande articulador politico e D. Pedro foi verdadeiramente um brasileiro que muito fez e amou esta terra morena. Sendo assim´...
Viva El Rey!
Beijos
O texto está lindo mesmo! Aceito a restauração da Monarquia contanto que o lord seja o Rei...:)
Enviei-te um convite, assim como pro Jesus e para o Bar.
Beijinho.
passei para ver as novidades
beijos
bom fim de semana
Carla
«O rei é livre e nós somos livres!».
Uma afirmação que a realidade não confirma. Porém, politicamente correcta.
Abraço
Acho que nem uma coisa nem outra; a expressão é histórica e repeti-la remete para um contexto simbólico: o da fundação de Portugal - e, nesse contexto, a liberdade do Rei era a de todos os Portugueses porque significava a independência de uma nação.
Abraço.
Cumprimentos, Carla.
Rei já temos... vou ter que me contentar com o Ministério das Trevas! :)
Dark kiss, morceguinha.
É sempre humor popular a zomba com reis... mas na verdade o povo brasileiro amou seus Imperadores; de tal como que, quando do advento da república, por intermédio de um golpe militar que mergulhou o Brasil numa ditadura que durou até depois de Getúlio Vargas, tiveram que exilar a família imperial, com receio de que o povo se revoltasse, e os golpistas nem coragem tiveram de os assassinar.
Beijinhos, Desnuda.
Agora é tarde, Ruby, já tás velha! LOL!!!
Beijinhos.
Nem mais, Lux Caldron.
Viva El Rey!
Viva Portugal!
Abraço.
OK, exterminador... ;)
Meu pinto forte, tem leitura pendente... ;)
Beijinho.
P. S. Também amo você, baixinha de cabelo eléctrico... LOL!!!
P. P. S. E não esqueça, a fase Imperial do Brasil não foi substituída por maior liberdade, mas sim pela ditadura militar, que, com mais daqui e mais dali, durou até 1985 (!); o povo brasileiro só sofreu opressão.
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Nem me fale, sei disso.
Não houve época pior que os anos de chumbo. Não vivi neste tempo, mas conheço muitos que viveram.
Entendo a Bia: a Monarquia não daria certo aqui. Basta um laranja podre para estragar todas do cesto. Os nobres que cá vivem já estão corrompidos.
PS: Vacilei na construção frasal e refiz o comentário.
No chumbo têm estado vocês desde que o Império findou num golpe militar do Marechal Deodoro da Fonseca, um idiota, que abriu caminho a colocar o Brasil sob a exploração dos interesses intermitentes de São Paulo e Minas Gerais, na grande república do café-com-leite!
Não puxa por mim, guria! :)=
Fugiu? LOL!!!
Simples, DarkViolet: males da república!
Abraço.
Roderick, a Bia tem catorze aninhos, o Brasil dela acabou de nascer... :)
Abraço.
P. S. Pra onde você foi, bebé?... tá estudando a lição e reunindo tuas munições?? :)=
Lá isso, bom gosto é com os monárquicos! :)
Beijocas, Cöllyßry.
Carla, não é preciso confissão... a menos que a república seja pecado... :)
Beijinho.
Resignados andamos todos, Morgana, e esse é o nosso maior mal - falta-nos Fé e Sonho!
Beijinho.
P. S. Nem me fales no PPM - faz-me lembrar um cantador de fado que acha que tem o rei na barriga!
Viva o Rei!
Abraço, Ruela.
Podes sempre votar a favor da Monarquia num referendo... :)
Beijinhos, Andorinha.
Isso não duvides!
E dou-te razão, a Bia é mais bonita que o Senhor Dom Duarte... :)
Beijinhos, Shezinha.
Tou aqui.:)
Beijinhos, «pele-vermelha»... JAJAJAJAJAJA!!!
Crónica do sec. XX….Da monarquia a implantação da República:
1º parte
http://video.yahoo.com/video/play?vid=1910178
2º parte
http://video.yahoo.com/video/play?vid=1928482
3º parte
http://video.yahoo.com/video/play?vid=1928523
4º parte:
http://video.yahoo.com/video/play?vid=1943163
5º parte:
http://video.yahoo.com/video/play?vid=1942969
Tá mesmo, e se aliou aos republicanos para me obrigar a ver TV, que sabe que eu detesto! JAJAJAJAJA!!!
Nada...é que estou vendo esse vídeos pra aprender, uai!
Ora pô, isso é de cá, e o cara que fez isso só pode ser viado! LOL!!!
P. S. Aqui tem mais aldrabão que bananal por aí... :)
Hahahaha...mas não há vídeos sobre monarquia brasileiros. tenho que consultar os daí. Ah, mas paneleiros fazem coisas interessantes. Ao menos estou aprendendo.
É, lá isso, paneleiro sempre foi ligado na cultura e nas artes... JAJAJAJAJAJA!!!
Eu te arranjo videos sobre o Império do Brasil, mas não hoje, que vou no caixãozinho, que amanhã ergo cedo... ;)
Beijinho, minha carrasquinha, durma bem.
Boa noite!
Beijos.
;)
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