Monday, January 05, 2009

SER MONÁRQUICO – UMA POLÉMICA

Vindo daqui, por ricochete real.




Meu caro, Tiago Moreira Ramalho, a sua argumentação enferma de falácias politicamente infantis:

1. Não discuto desgostos de ninguém, mas esta República, em si mesma, é um desgosto: não desenvolveu o País, começou no caos, aquietou-se (e desvirtuou-se) na ditadura, re-inflamou-se em outro caos utópico, de beleza atávica, para andar há 34 anos a atrasar Portugal em pseudo-democracia disfuncional. Se João Gomes está desgostoso, é inteiramente compreensível: o desgosto de um pode parecer capricho da emoção; o desgosto de milhões é um País em protesto!
«Este argumento, desmontado, é: como a República não está a ser boa, devemos mudar para a Monarquia.» (sic) – mudando o que deve ser mudado, essa foi a grande motivação política dos primeiros republicanos!

Nota: esclareça que está a referir-se a João Ferreira Franco Pinto Castelo Branco, ou é a confusão total. E não foi uma «ditadura»; autoritário, sim, coisa diversa é que parece sempre quererem colocar João Franco no mesmo campo político-semântico de Francisco Paulino Hermenegildo Teódulo Franco y Bahamonde Salgado Pardo de Andrade, António de Oliveira Salazar, Mussolini e Hitler; esquecendo que nenhuma fase tirânica de nenhuma monarquia (e a comparação é temporalmente injusta, apesar da República não ser um regime moderno e remontar à antiguidade) foi tão lesiva à humanidade e à civilização como o conjunto dos republicanismos totalitários que, à Esquerda e à Direita, devastaram o século XX.

2. O seu segundo argumento, que mistura padres, reis e presidentes é quase ilegível à luz das normas de clareza do pensamento, mas vou esforçar-me.
A promiscuidade dos sistemas retira-lhes legitimidade, sim. Padres criminosos fazem com que as religiões percam o seu valor, sim. Os maus políticos (ou seja, a corja de gatunos, corruptos e patetas que nos desgovernam) retiram, sim, todo o valor a esta república e a esta democracia, mas igualmente diminuem a República em essência, porque os regimes e as ideologias só se embricam na História a partir de uma prática, e porque este regime tem sido um atentado contínuo à democracia, não a conseguindo realizar durante estas três décadas e meia, nem elevando o grau cultural e cívico dos Portugueses, nem conseguindo uma maior distribuição da riqueza, nem prestigiando o Estado Português no concerto das nações, e a continuada má governação só tem acrescentado problemas de marginalidade, pobreza, corrupção, intolerância, javardice sexual e tensões raciais à sociedade portuguesa.
A grande correcção que se exige, cada vez mais urgentemente, é matar o «bicho», dando aos Portugueses a oportunidade de se pronunciar sobre a questão fundamental: o Regime, e se querem continuar a ser espoliados, no corpo e na alma, por esses novéis bandos de criminalidade organizada em que se transformaram estes partidos, republicanos!

3. Aqui você revela um grande desconhecimento do que os pensadores monárquicos contemporâneos têm produzido. Um rei, numa monarquia parlamentar, não é imposto, é desejado. E vou esclarecer-lhe o que pode parecer poética de pendor mítico. Defendemos uma monarquia dinástica (só lhe encontramos vantagens e garantias e isenção), mas nunca um mau monarca. A possibilidade do plebiscito que convida um rei a abdicar está no pensamento monárquico actual… mas vou mais longe: um rei não herda apenas uma coroa, um rei tem que ser aclamado: rei que não seja desejado pelo Povo, nunca poderá ser rei, e para garantir isto existe aquela força maior que os reis: o Povo Português, sem o qual não há Reino nem Reinado! A legitimidade de um rei é-lhe conferida por um legado de pátria: o Povo, o Reino, ou seja, o rei é expressão máxima da unidade da nação e é por essa tamanha dignidade e símbolo, de ser a pátria, que um rei não pode ser um fulano qualquer, que, sazonalmente, é proposto por interesses partidários (sabe-se lá quais!), para fingir que é monarca, que é o que as repúblicas fazem. Estudem, meus caros: república que queira realizar o ideário da República, não precisa de presidentes!
O mais que diz, sobre pecados e regicídios, é irrelevante, nada me interpela o pensamento; se quiser escutar lugares comuns, vou almoçar a uma aldeia: ainda aí a sabedoria popular é iluminante. Porém ainda lhe digo: um presidente não tem mais legitimidade que um rei (e em Portugal nenhuma, porque a República assaltou o poder – e isto é política – para o deixar entregue a medíocres – e isto é desgraça); um presidente (o «nosso») não é votado por mais de metade da população, sim por um eleitorado cada vez mais escasso e afastado do regime, e não é previamente escolha do Povo Português, sim de meandros sinuosos da máquina partidária, de compadrios e interesses ideológicos, que, após sucedidos, se travestem de imparcialidade: «agora já não sou Social Democrata, ou Socialista, agora sou alguém que vai fingir que é tão imparcial quanto um rei»! Eu ainda teria algum apreço por este regime, se um presidente viesse do cidadão, sem relações partidárias, nem apoio dos partidos… enfim, delegaríamos num cidadão ser rei (monarquia electiva). Tenham dó, que não somos tontos.
Os argumentos pelo estrangeiro são frágeis, é certo, mas não nos critique preferencialmente, porque enformam 90% dos discursos e da ideologia de quem nos desgoverna! Além de que não é menosprezável que os países com melhor nível de vida, civismo, cultura e democracia na Europa Ocidental sejam monarquias.
E não, não é o mesmo dizer o que você diz! As suas comparações só de si dizem, e nada do que os monárquicos portugueses, de facto, pensam.

Termino, citando-o: «A questão é que a Monarquia pode não ser, e não acho que seja, eticamente aceitável, logo, são os outros países que estão mal ao ter sistema monárquico, apesar de serem estáveis e tudo mais». Ou seja (e espero argumentos seus que esclareçam porquê a monarquia não é eticamente aceitável), para si «serem estáveis e tudo o mais» não são factores importantes que demonstram a eficácia dos regimes monárquicos, a sua democraticidade e o desenvolvimento das nações – o importante será esta choldra, em que somos livres para morrer de fome, ver TV e dizer mal do vizinho à vontade!

35 Comments:

Blogger Tiago Moreira Ramalho said...

Nem me dei ao trabalho de ler todo o seu texto. Primeiro, acusa-me de ter argumentos pouco claros quando isso é claramente um problema seu - provavelmente não andou atento às aulinhas de Filosofia, principalmente àquela parte das Falácias - que usa amiúde no seu texto - e àquela dos argumentos por indução. Também não vou ser eu quem vai explicar.
Depois acusa-me de encher o discurso de lugares-comuns quando o seu é um chorrilho de falsas verdades e de conversa de café sobre os males do regime.

Não sei se reparou, mas toda a discussão foi feita num plano de respeito pela opinião adversa: não o ofendi ninguém e não fui até agora ofendido por ninguém. Como não respeitou essa que nem deveria ser considerada uma regra, apenas lhe digo:

Boa tarde e bom ano.

TMR

6:07 PM  
Blogger Roderick said...

Basta ver o princípio da República. Foi uma desgraça total! E para culminar, ainda mataram o "herói" da república ao tiro!

6:15 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Deixe-se de mesuras, que mais não são que meter o rabo entre as pernas - ninguém o ofendeu. E a minha argumentação é inteligente, politicamente pertinente e fundamentada. Além de claríssima.

Reconheça a sua verdade (que é a de mil patetas que andam pela Internet em busca de notoriedade): VOCÊ NÃO ESTÁ DISPONÍVEL PARA SER VENCIDO POR UM «BONECO», POR UMA «SOMBRA», POR «NINGUÉM».

No meu País não há intelectuais - há «actrizes»!


«A fama é para as actrizes e para os produtos farmacêuticos.»
Álvaro de Campos

Voltem! - Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão e Fialho de Almeida!

6:17 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

P. S. Não fale de «aulinhas de filosofia», não está a falar para um garoto, sou mais velho, e com formação filosófica e política muito acima daquela que você alguma vez terá.

Adoro como vossas excelências se deixam torpedear pelo embuste (ou embuço)do «miúdo gótico»!
Olhe: LOL!!

6:20 PM  
Blogger Lux Caldron said...

Para quem nem se deu ao trabalho de ler o teu texto sabe demais sobre ele... embora compreenda pouco ou não queira compreender :)

Abraço
VIVA EL REY
VIVA PORTUGAL
VIVA A MONARQUIA

6:26 PM  
Blogger GK said...

Vanho desejar um 2009 de arromba!
:)

7:56 PM  
Blogger Lux Caldron said...

PS: Espero que tenhas um 2009 excelente

Abraço

11:23 PM  
Blogger andorinha said...

Não sendo eu monárquica quase que fiquei convencida com os teus argumentos falaciosos, miudito gó:)))))

Beijinhos.

11:27 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Basta a dúvida, amiga, basta a dúvida.

11:59 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Não sejas cruel, Lux Caldron, o homem é um «intelectual dos blogues sérios»... :)
Mas isto é facto: o texto dele existe; o meu existe; e a minha argumentação desfez aquela pastelada - ao nível de uma redacção de um puto esperto do 9º ano - em frangalhos.

Abraço!
Viva El Rey!
Viva Portugal!

12:00 AM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Beijinhos, GK.

12:01 AM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Roderick, a coisa é tão velha que cheira mal. Estes fulanos, estes «ascending intellectuals», lambem o actual regime porque pretendem ser lambidos em retorno... Lamberão qualquer outro.

Abraço.

12:03 AM  
Anonymous Rui Monteiro said...

Caro Klatuu

Em nome do Realistas agradeço pela resposta ao apelo de "convocatória" doutrinal-monárquica.
Temos de estar unidos porque até 2010 muita coisa vai "rolar".

Rui Monteiro

12:09 AM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Não há de quê, meu caro Amigo - «Morrer, sim, mas devagar!».

Abraço.
VIVA O REI!

12:20 AM  
Blogger andorinha said...

Sim, bastará a dúvida, mas para nos permirtirmos tê-la é necessário não termos ideias pré-concebidas, o que não será o caso desses "intelectuais dos blogues sérios":)

Falando muito a sério este foi o teu texto sobre a monarquia que mais me 'convenceu'.
Para mim e até há uns tempos atrás a ideia de República era inquestionável e deixou de o ser...

12:24 AM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Acontece aos melhores... ;)

4:04 AM  
Blogger Lady Alexiel said...

Txii, homem, vou deixar de vir cá! Se conseguiste convencer essa avezita de arribação (que há bem pouco tempo se comovia com o ideário do 25 de Abril e outras coisas semelhantes) é porque és mesmo filho do Demo! :P

8:54 AM  
Blogger Dark-Templar said...

Pois... a bravura deles é tanta que o carrasco nem quer saber deles!
Tem de ir o desgraçado do coveiro fazer o serviço...
"Anda cá 'mê' rapaz! Vais lá parar que nem um chumbo te garanto eu!"

Abraço

11:25 AM  
Blogger andorinha said...

Isso é um elogio ou uma crítica?:)))
Estou a brincar, of course!

Vou trabalhar...

Beijocas

11:59 AM  
Blogger Oliver Pickwick said...

Hay dias que no se lo que me passa, e, apesar de republicano, nestas horas, chego a achar a monarquia natural. Acredito que as repúblicas atuais necessitam de líderes com vocação para rei, ou cônsul, ou grande chanceler.
Quanto ao regime monárquico, na eventual incompetência do rei, se o plebiscito da abdicação não funcionar, resta ainda o esfaqueamento no plenário; o envenamento; a guilhotina; ou a substituição deste por um sósia, como fizeram no antigo império persa, onde o rei Cambises II, o louco - filho de Ciro, foi trocado por um clone, que ainda por cima era eunuco. A coisa não funcionou, mas fez-se uma grande economia na conta de despesas harém, visto que os grandes reis persas tinham pelo menos umas 300 concubinas.
É bastante convincente nos argumentos pró-monarquia. Por pouco não bradei: "viva o rei" Quem sabe um remake-século XXI da monarquia de fato não seja um solução para a falência - via corrupção desenfreada - das repúblicas? Apesar dos registros históricos de que o auge das civilações gregas e romanas deram-se no regime republicano, é de se pensar. Afinal, a História, tal como a moda, é cíclica.
Gostei do seu artigo, assim como, o do Tiago também. Viva as diferenças!
Um feliz ano novo!

2:34 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

JAJAJAJAJAJA!!! Haja humor e panache!

Isto por aqui vai de mal a pior, meu caro, já quase não temos intelectuais, só rapazinhos que fazem blogues.

Abraço e um inspirador 2009!

P. S. Já vi de tudo, e olhe que já esteve mais longe... de eu ver romarias de republicanos arrependidos, de coração ao alto, agnósticos e ateus mas crentes na sua culpa, ao túmulo do Senhor Dom Carlos e de Seu Filho!

4:14 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

É perfídia política e persuasão, amiga Andorinha, não me menospreze... :)

Beijinhos.

4:18 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

No fundo, servimos, Templário; a diferença está na nobreza da causa...

:)

Abraço!

4:20 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Duvidas? :)

Dark kiss, Lady Alexiel.

4:20 PM  
Blogger Ana João said...

Digo que sim.
Não é nova a dúvida e é bom que a haja.
Digo que a luta por principios fundadores, por opiniões vincadas (não certas ou erradas) é importante neste equilibrio politico que há muito desconheço.
Não sou fundamentalista, tenho-me deixado seguir na maré dos outros sem, no entanto e entretanto, deixar de manifestar dúvidas ou concordâncias que de uma maneira ou de outra são discordâncias.
Pois digo que sim à monarquia, como digo que sim à escolha e à vontade. E não há regime que sempre dure, porque os homens são de ventos.

5:32 PM  
Blogger Tiago Moreira Ramalho said...

Já lhe respondi. Não esteja assim tão certo do seu brilhantismo, a humildade ainda é uma virtude.

E para os comentadores que, ao que parece, adoraram o texto e consideraram que destruiu por completo a minha argumentação, leiam a resposta também.

http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/2771055.html

6:09 PM  
Blogger Siegrfried said...

Bom, tratar de uma questão como tal, para alguém que não conheceu nem sequer a ditadura do próprio país, é sem dúvida meio maçante.
Mas acredito, não sei se estou errado, acredito ainda na força militar para o endireitamento de um país como meu.
Aí em Portugal não consigo entender muito bem, porque além de não viver para estes lados, não entendo nadicas de hisória portuguesa.
Mas a política de hoje em dia, a república, ou melhor, a democracia, só nos deixa mais desiludidos.
Aqui no Brasil, durante a época militarista, o índice criminal era muito baixo, não existia todo esse tráfico monstruoso, e tampouco essa cultura trash que prega que as mulheres nada mais são que pacotes de carne.
Eu já sonhei com um mundo livre, mas sinceramente, prefiro um mundo controlado.
Pelo menos em aspectos legais e políticos.

7:08 PM  
Blogger andorinha said...

:)))
Quando é que te menosprezei, diz-me?
Mas gosto sempre que clarifiques as tuas intenções, é mais seguro:)Loooool

Beijinhos.

P.S. para uma determinada Lady:)

"...que há bem pouco tempo se comovia com o ideário do 25 de Abril..."

Errado! Continuo a comover-me e assim continuarei até ao fim dos meus dias.
Não abandono os meus ideais nem ando ao sabor do vento ou das correntes, já devias saber isso.
Zanguei-me! Zanguei-me!Zanguei-me!
:)

8:18 PM  
Blogger Frankie said...

Nem um pouco! :P

Dark kiss*



PS: Ela além de não saber como ilustrar o dito cujo, também não sabe que nome lhe dar... Mas o menino ajuda-a, não?

8:44 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

O menino vai ler... ;)

11:48 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Amiga Andorinha, entendam-se com as gaivotas e os cravos, que eu sou mais dos corvos e dos cardos... :)

11:49 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Complexo, Siegrfried, muito complexo... um «mundo controlado» é uma tentação política reincidente na história da civilização, que muito sofrimento tem provocado - mas o que afirmas não deixa de ser politicamente questionante. Mas não nos faltará o tempo de debater a questão, aqui, ou lá pl'O Bar do Ossian.

Abraço.

11:53 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Ena, meu caro Tiago Ramalho, afinal sempre temos debate... E, meu caro, não sou pessoa de me convencer a priori de coisa nenhuma, sou metódico e um céptico por procedimento cautelar do raciocínio. A única coisa de que me começava a convencer era a de que você pretendia escapar-se ao confronto, ao estar a trocá-lo por comentariozinhos, que, com mais ou menos insinuações de nesciozidade, apenas nos fariam perder tempo a ambos, e em nada elevar o debate; não há homem que não seja esperto na perfídia, mas poucos são diligentes na procura da verdade; atalho em que tudo se perde e onde você, e não eu, parecia querer afundar a pernitência da minha argumentação, trocando uma contra-argumentação sua por comentários do dito por não dito, afirmando não ter lido o que de facto leu e levantando a suspeição de insultos e de coisas mais. O facto de eu ter considerado a sua argumentação politicamente infantil não é inocente, mas só uma alma hipersensível se atreveria a considerar isso insulto, até porque pode dar-se o caso de ser o que realmente penso, e não mera alfinetada de estilo ou recurso retórico preambular.

Vou ler e responderei.

11:56 PM  
Blogger andorinha said...

Não me consigo zangar com gente boa:)

Mas voltei sobretudo porque me impressionou a opinião do Siegfried ao afirmar que a um mundo livre prefere um mundo controlado.
O que é um mundo controlado? Uma ditadura?
Eu sei que estes tempos conturbados que vivemos, de corrupção generalizada, de compadrio, em que os ricos enchem os bolsos através das mais diversas falcatruas com o beneplácito, pelo menos implícito, dos nossos (des)governantes e em que os pobres são cada vez mais pobres,enfim, todas as tremendas injustiças que existem levam algumas pessoas a fazerem afirmações desse teor.
Oiço em conversas de café, no supermercado, etc.
E assustam-me...e muito.
Não quero voltar a viver em ditadura.

Digo isto com a perfeita noção de que vivemos numa pseudo-democracia.
Os ideais de Abril perderam-se todos pelo caminho.
O poder corrompe...e é viciante...e é uma merda.

Lembro-me de teres dito já há tempos ao Júlio que para uma pessoa da idade dele e de esquerda estes deviam ser tempos fodidos.
E são, amigo, e muito.
É o desencanto que nos assalta todos os dias.

Beijo*

P.S. Desculpa o mini-testamento mas já sabes que este tema me tocam fundo.
E para que são os amigos senão para nos compreenderem?:)

1:36 AM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Vivemos num mundo complexo para jovens que não optam por ser marginais mentecaptos... É preciso é calma.

A geração do Machado Vaz tem muitas culpas no cartório... só podem ter razões para andar fodidos... :)

12:54 AM  

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