Tuesday, January 18, 2011

CARLOS O MORTO, COM OU SEM CASTRO


_It's Easy To Forget, Jeff Bark, 2008


Carlos Castro não era pessoa das minhas relações sociais. O facto de ser idoso e vítima de um assassinato brutal, não me faz sentir mais que reprovação ética e compaixão, ambas abstractas – tão abstractas como as que possa sentir por toda e qualquer outra vítima (que eu não conheça), de acidentes, homicídios, catástrofes naturais, etc, mas sinto muito mais compaixão e reprovação ética (ainda que igualmente abstractas) pelas crianças que passam fome, são abusadas, sofrem maus tratos ou são mortas. O facto de Carlos Castro ser famoso, não me diz nada. O facto de ser homossexual, idem. Porém, o facto de ter pago uma passagem de ano de luxo, com estadia prolongada, num dos mais caros hotéis de Nova Iorque (e, ao que se diz, com promessas de sucesso) a um jovem aspirante a modelo com 21 anos... diz-me que Carlos Castro era o típico dirty old man que comprava bem os seus prazeres e com manhas de tarântula velha sabia erguer a sua teia.

4 Comments:

Blogger aquilária said...

concordo contigo. mas se queres saber, o que mais me incomoda nesta história é o papel dos familiares do rapaz, que me parece não terem sido inocentes no urdir do seu "caminho para a fama". enfim, planos que deram para o torto...
beijinhos

3:04 PM  
Blogger aquilária said...

P.S. aprecio muito o Jeff Bark.

3:10 PM  
Blogger andorinha said...

Concordo com o que dizes em relação a Carlos Castro, mas quanto a mim, o Renato também não sai muito bem desta história toda.
Querer sucesso imediato e a qualquer preço nem sempre dá bons resultados. Aliás,grande parte dos jovens de hoje vivem inebriados pela perspectiva de êxito e mediatismo, esquecendo-se de que uma carreira, seja ela qual for, deve ser construída com trabalho, empenho e talento.
É um bocado a geração Morangos e depois acontecem cenas tristes como esta...

Beijo

7:43 PM  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Um caso simples de miséria sexual e etc.

5:25 PM  

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