DA NOBREZA DA LUZ

_J comme Joie, Marc Riboud, Algérie, 1962
A democracia não é plebeia, não é pastoreio de populaça – e este tem sido a maior enfermidade de muitas que por aí vamos tendo, nomeadamente do actual regime em Portugal.
A democracia é a promoção da nobreza natural e a construção social da mesma por obra da educação e da obrigação à Lei da Liberdade e à Ordem Pública, na defesa dos direitos inalienáveis do indivíduo e da sua privacidade – uma meritocracia, que acredita na possibilidade de elevar a virtude natural a um estado civilizacional ainda maior, a excelência na criação de um cidadão autónomo (como o afirmou Max Stirner), o habitante da utopia realizável que é o farol da liberdade no mundo, que é como aquele farol pretérito que iluminou o Mediterrâneo, devassando a escuridão das suas duas margens, ou o colosso brônzeo de um Rei, cuja sombra nos lembra que só tem direito ao Sol quem a si mesmo permanentemente se supera. O mais é a multidão de piolhos de que falou D. H. Lawrence.


4 Comments:
o António Sérgio passeou por aqui ... rss
oportuno. sempre.
gostei
abraço
vou linkar este.
abraço
Excelente!
"...só tem direito ao Sol quem a si mesmo permanentemente se supera."
Assim deveria ser, de facto. Infelizmente vivemos tempos em que se caminha em sentido contrário.
Beijo*
Abraços!
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